Informativo: Nutrição e Doenças da Tireóide

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Informativo: Nutrição e Doenças da Tireóide

Mensagem  humberto-df em Qui Jun 26, 2008 12:18 am

Você já se perguntou como a nutrição pode auxiliar pessoas que querem prevenir ou tratar problemas da tireóide? Pois então, aproveite esse resumo de uma recente publicação da Revista Nutrição Saúde e Performance. E se você tem ou suspeita ter problemas na tireóide não se esqueça de conversar com sua nutricionista.

Atenciosamente,

Lívia Gurgel
Especialista em Nutrição Clínica Funcional

Espaço Vital Consultoria e Nutrição
CLN 309 Bloco D Sala 216
Contato: 3202-4172


A relação da nutrição com as Doenças da Tireóide

Embora extremamente freqüente, a baixa função tireoidiana geralmente não é suspeita. Até mesmo quando suspeita, é freqüentemente não diagnosticada. Quando é diagnosticada, geralmente fica intratada e, quando tratada, raramente o é de maneira correta.
Os hormônios produzidos pela tireóide são essenciais para a manutenção do metabolismo normal. Interferem no metabolismo da água, proteínas, carboidratos, lipídeos e minerais (termogênese) e exercem seus efeitos sobre praticamente todos os sistemas e órgãos do corpo. Sendo assim, a redução da produção de hormônios pode diminuir a capacidade metabólica em mais de 40%.

Deficiência de Iodo
As doenças da tireóide (hipotireoidismo, hipertireoidismo e tireoidites autoimunes) relacionam-se à deficiência de iodo, visto que este mineral é fundamental para a produção de hormônios. No entanto, nos últimos anos, vem-se observando uma redução de 50% nos níveis de iodo, ao mesmo tempo em que se vem notando um aumento significativo na incidência de desordens tireoidianas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 77% da população mundial sofre com a deficiência de iodo.
Muitas pessoas ainda acreditam que o sal é a principal fonte de iodo na dieta (o mesmo é adicionado de iodo desde 1974), o que não é verdade, pois somente 10% do iodo no sal é bem aproveitado pelo organismo. O que pode explicar a baixa disponibilidade de iodo no sal é que o iodo, quando combinado com grandes quantidades de cloro (e o sal possui 30 mil vezes mais cloro que iodo) não é bem absorvido intestino, porque os minerais competem entre si pela absorção.

Deficiência de selênio
Este mineral é essencial para a atividade da tireóide. Assim, uma deficiência de selênio leva a uma aumentada taxa de morte das células tireoidianas. Mesmo deficiências leves do mineral podem contribuir ao desenvolvimento e manutenção da doença tireoidiana auto-imune.
Boas fontes de selênio são os peixes e frutos do mar, além de castanha-do-pará e brócolis.

Soja X Doenças da tireóide
As isoflavonas presentes na soja podem provocar aumento do TSH e redução de T3 e T4 livres, e podem inibir o efeito das medicações para a tireóide (consumir pelo menos com 1 hora de intervalo).
Os efeitos adversos da soja na tireóide vieram de um estudo conduzido no Japão, que mostrou que o consumo de 30g de grãos de soja cozidos causou disrupção tireoidiana em apenas 30 dias. Os efeitos da soja em humanos ainda estão sendo pesquisados, mas há muitos estudos em animais mostrando efeitos disruptores. Enquanto os estudos não determinam o exato efeito dos produtos à base de isoflavonas da soja no metabolismo de hormônios tireoidianos, o consumo excessivo de soja deve ser visto com atenção.

Tratar o intestino para beneficiar a tireóide
O aumento da permeabilidade intestinal faz com que muitos alimentos mal digeridos atinjam a corrente sangüínea. Isso faz nosso sistema de defesa produzir anticorpos e substâncias pró-inflamatórias, deixando o sistema imune super sensibilizado, gerando reações auto-imunes, como a tireoidite. O processo auto-imune pode ser parado com o reparo da barreira intestinal, mas, para isso, é fundamental o entendimento sobre o papel do intestino na causae das doenças auto-imunes. Além disso, o desequilíbrio da microbiota (bactérias intestinais) impede a boa absorção dos nutrientes tão necessários para a função tireoidiana.

Hipersensibilidades alimentares
É preciso checar a intolerância ao glúten em todos os casos de tireoidite. A retirada do glúten da dieta de muitos pacientes com tireoidite promove melhora da função tireoidiana e, às vezes, reversão total da autoimunidade. Além disso, devem ser verificadas outras sensibilidades alimentares, através da aplicação do questionário de sinais e sintomas, pois se essas não forem tratadas, continuará a ocorrer lesão intestinal permanente e estímulo tireoidiano contínuo.
O mecanismo que explica a tireoidite a partir de uma sensibilidade ao glúten é que a molécula do glúten, ao ser absorvida pela mucosa permeável, gera a produção de anticorpos contra ela, o que provoca inflamação (produção de citocinas) em diversas regiões do organismo e, também, na tireóide.

Destoxificando o fígado para melhorar a produção de hormônios da tireóide
Um fígado sobrecarregado com toxinas bacterianas e fúngicas, cigarro, poluição, contaminação industrial, uso de agrotóxicos, corantes e conservantes, em um indivíduo com múltiplas carências nutricionais não será capaz de ter um bom trabalho, o que se manifesta também na incapacidade de converter o hormônio T4 em T3.
Trabalhar as vias de destoxificação do fígado é de fundamental importância e, muitas vezes, resolve o problema sem haver a necessidade da utilização do hormônio.

Adaptado do artigo Nutrição funcional nas desordens tireoidianas (Revista Nutrição e Performance no 31, 2008)

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